Alta complexidade

Fertilização in Vitro (FIV)

É a mais sofisticada e avançada de todas as técnicas de reprodução assistida e tem um nível maior de complexidade. Neste tratamento, a mulher recebe hormônios para estimular a ovulação. Sob sedação e guiado por ecografia transvaginal os folículos são delicadamente aspirados através de uma agulha especial e colocados em contato com espermatozoides fora do corpo da mãe, permitindo a fecundação. Cerca de três a cinco dias após a fertilização, o embrião resultante (ou embriões) é transferido para útero da mulher por meio de um pequeno cateter, sem a necessidade de anestesia.

A transferência de embriões é realizada pela vagina, com movimentos ultradelicados, até atingir a cavidade uterina. A habilidade e domínio técnico são fundamentais, pois as chances de gravidez têm muita ligação com esse momento.

Após essa etapa, a paciente deverá ficar deitada na mesa ginecológica por cerca de 20 minutos, retornando posteriormente para casa, com atividades físicas limitadas e seguindo as orientações médicas.

Injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI)

Fertilização In Vitro por Injeção Intracitoplasmática
ICSI – sigla em inglês para “Intra Citoplasmatic Sperm Injection”

A ICSI é uma técnica utilizada principalmente nos casos de infertilidade masculina, quando a produção de espermatozoides é pequena ou praticamente nula. O procedimento permite coletar um único espermatozoide e colocá-lo diretamente dentro do óvulo, utilizando uma agulha 7x mais fina que um fio de cabelo.

Uma vez fertilizado o óvulo e formado o embrião, o procedimento seguinte é similar à Fertilização In Vitro tradicional (descrita acima).

Injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) com Birrefringência

Sabemos que uma parcela dos casais em tratamentos de reprodução assistida apresenta falhas de implantação embrionária e que uma das causas é a fragmentação do DNA do espermatozoide do marido/parceiro que pode estar presente. O diagnóstico de tal situação é realizado pelo teste de fragmentação do DNA do espermatozoide que, através de um corante específico, conseguimos diferenciar os espermatozoides com fragmentação presente ou não.

O problema é que após os espermatozoides serem testados por essa técnica os mesmos não poderão ser utilizados para inseminarmos os óvulos coletados da esposa/parceira.

Na Universidade de Padova, na Itália, o grupo dos professores Andrea Garolla e Carlo Foresta desenvolveram um trabalho científico onde combinaram duas técnicas com o objetivo de avaliaram com um único aparelho (microscópio) e ao mesmo tempo quais os espermatozoides que terão a maior chance de terem o DNA espermático intacto em tempo real e concomitante à coleta dos óvulos da esposa/parceira.

Associaram a birrefringência do espermatozoide e a avaliação da organela espermática móvel (MSOME).

A técnica tem o objetivo de escolhermos o espermatozoide com a maior chance de ter o DNA intacto a ser introduzido por ICSI em cada óvulo coletado, aumentando significativamente a probabilidade de implantação embrionária e diminuindo sensivelmente as falhas de implantação por esse motivo.

Os melhores espermatozoides para serem utilizados são os que apresentam birrefringência sem vacúolos nucleares.

Vale lembrar que a técnica está à disposição dos nossos pacientes devido à participação do Dr. Mauro Bibancos De Rose, responsável pelo serviço de Andrologia da Fertway, e que participou diretamente da pesquisa realizada onde fez, inclusive, o seu mestrado sob a supervisão/orientação dos professores Garolla e Foresta.

Técnica de ROSI (ICS – Round Spermatid Injection)

Os homens sem espermatozoides ou espermátides alongadas em seus testículos foram considerados estéreis e são aconselhados a usarem bancos de semên. No entanto, esses homens podem ter espermátides redondas. Conseguimos identificar com precisão essas células com base em suas características estruturais e físicas. A injeção de espermátides redondas foi efetivamente utilizada na clínica do Dr. Atsushi Tanaka, no Japão, e resultou no nascimento de 14 bebês saudáveis até o ano de 2015. Embora a taxa de sucesso, ainda, da injeção de espermátides redondas não seja muito alta em comparação com a injeção intracitoplasmática de espermatozoide, este procedimento pode ser o último recurso para homens que não podem produzir espermatozoides, mas que desejam usar seu próprio material genético para produzir descendentes.

Durante o mês de fevereiro de 2018 tivemos o privilégio da bióloga/embriologista Ivana Rippel Hauer, responsável pelo Laboratório de Embriologia e Andrologia da Fertway ficar em treinamento intensivo no Saint Mother Obstetrics and Gynecology Clinic Institute for Art, em Fukuoka, Japão chefiado pelo Dr. Atsushi Tanaka e que a treinou e a capacitou pessoalmente para aplicarmos aqui em Curitiba, no Brasil e na América Latina essa técnica inédita e que poderá ajudar muitos homens e casais.

O mais importante é que em breve o Dr. Atsushi Tanaka deverá estar publicando o nascimento de aproximadamente 90 bebês saudáveis pela técnica de Rosi, pois a primeira publicação com os 14 bebês nascidos e saudáveis é do ano de 2015. (Proc Natl Acad Sci U S A. 2015 Nov 24; 112(47): 14629–14634.  Published online 2015   Nov 2. doi:  10.1073/pnas.1517466112 )

SAIBA MAIS

Criopreservação

Técnica de congelamento de materiais coletados para preservação à médio e longo prazo. Tem ótimos resultados para aqueles que estão planejando ter filhos no futuro. Pode ser aplicada nos seguintes casos:

Congelamento de Óvulos

O congelamento de óvulo é realizado em um estado que permita a fecundação subsequente e desenvolvimento embrionário final com uma boa taxa de sucesso. Porém, é necessário que certos parâmetros sejam observados para o melhor estabelecimento da técnica. O número de oócitos vitrificados e a idade da paciente são fatores muito relevantes no processo.

A efetividade na preservação de oócitos adia claramente a vida fértil da mulher, possibilitando a flexibilização da vida pessoal (carreira, relações afetivas) ou até mesmo o resgate da capacidade reprodutiva após tratamentos que comprometam a fertilidade.

Essa nova proposta vem sendo sugerida nas seguintes situações:

(I) doenças crônicas e/ou tratamentos que possam acarretar a perda de fertilidade;
(II) declínio da função ovariana em relação à idade;
(III) risco de síndrome de hiperestimulação ovariana;
(IV) não obtenção de esperma para a fertilização;
(V) auxílio na sincronização dos ciclos de ovodoação;
(VI) razões éticas ou religiosas decorrentes do congelamento de embriões;
(VII) qualquer outra razão pessoal em que a mulher deseje postergar a gravidez.

Congelamento de Embriões

Técnica indicada em diferentes situações, tais como:

– Quando houver risco de desenvolvimento da forma grave da Síndrome de Hiperestímulo Ovariano;
– Quando um casal for submetido a procedimentos que podem alterar as chances de reprodução; como uma cirurgia ovariana, por exemplo;
– Quando existem embriões excedentes e de boa qualidade após uma tentativa de FIV ou ICSI.

Preservação social da fertilidade

Quando pacientes de ambos os sexos planejam retardar a maternidade e/ou a paternidade e utilizam-se das técnicas de congelamento de óvulos e/ou espermatozoides tendo-se desta forma a possibilidade de manterem crio preservados seus gametas mais jovens. Caso tenham dificuldades futuras para engravidarem com seus parceiros / cônjuges poderão ter esses gametas teoricamente de melhor qualidade para auxiliá-los aumentando as chances de sucesso dos tratamentos que poderão ser aplicados como a FIV.

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